Shows clássicos
A diferença entre o rock e o erudito pode até parecer grande, mas são os dois estilos são clássicos, muito atraentes e qualificados e não raro podem andar em notas conjuntas. A fusão entre eles, inclusive, não é nada recente: desde o final dos anos 1960, guitarristas passaram a ter uma influência mais forte da música erudita em suas composições e solos. Na década de 80, praticar frases de compositores como Vivaldi e Paganini virou uma febre e rotina de os estudantes de guitarra em todo o mundo. Hoje, ainda muitos guitarristas estudam e compreendem que podem construir o futuro ouvindo e estudando a música criada no passado por compositores geniais.
Influências
A música erudita, com seu formalismo e rigor, sempre inspirou o rock, dos elementos melódicos à
técnica. O ápice do cruzamento entre rock e erudito ocorreu com o brilho de uma estrela chamada Randy Rhoads, um jovem professor de guitarra que chegou ao estrelato como guitarrista de Ozzy Osbourne. Randy era um músico devotado que estudava horas e horas de violão erudito.
Roll Over Beethoven!, proclamava Chuck Berry, apontado por muito como o inventor do rock’n'roll, uma atitude em que a imagem do compositor Ludwig Van Beethov
en era associada à caretice da sociedade que o rock ousava enfrentar.
O caso mais relevante pode ser encontrado na parceria do maestro George Martin com os Beatles. Martin chegou a ser chamado de o quinto beatle. Tanto no esmero dos arranjos como na inserção de elementos sonoros (como as cordas de Eleanor Rigby e os “barroquismos” de In My Life). A música erudita é muito forte na obra dos garotos de Liverpool.
Espetáculos clássicos em Porto Alegre
Em Porto Alegre, em um final de semana, puderam ser conferidos dois shows de música clássica. Dois exemplares bem distintos, mas clássicos.
No dia 21 de junho, sábado, Chuck Berry, legendário guitarrista desde a década de 50, aos 81 anos, veio à capital para fazer um inesquecível show aos amantes de sua guitarra que há muito esperavam por isso.
Já no domingo, 22, o famoso pianista Miguel Porença, um dos mais bem sucedicos nomes da música erudita brasileira, realizou recital no Teatro do Sesi, tocando os já consagrados Brahms, Chopin e Heitor Villa-Lobos.
O rock e o erudito ficam em classes diferente dentro do campo musical, mas os belos espectáculos do final de semana na capital são, sem sombra de dúvida, clássicos. O rock de Chuck Berry provoca a efervesência e a múscia erudita de Miguel Proença emociona a alma e estará sempre presente, conservando a tradição e servindo de inspiração para a composição novos clássicos.
Estive no espetáculo de Miguel Proença e meu colega Vinícius Ghise foi ao show de Chuck Berry. Isso nos motivou a escrever sobre o que é “música clássica”.
Abaixo, dois vídeos do recital no Teatro do Sesi.
*Créditos deste vídeo: Imagens com Milton Cougo, Seleção de imagens com Ana Cristina Basei e Alexandre Czyruk, Edição final com Alexandre Czyruk.
*Créditos deste vídeo: Imagens de Ana Cristina Basei e edição de Tiago Sartor.
*Créditos das fotos que ilustram a matéria: Dudu Leal.
Add comment 24 Junho, 2008
Música clássica
O Erudito
Tradicionalmente música clássica é conhecida como uma composição academicamente estudada, em sua forma, e analisada dentro das tradições, seguindo regras preestabelecidas no decorrer da história da música. É um termo utilizado costumeiramente para se referir à música produzida (ou baseada) nas tradições seculares, englobando um período que vai, aproximadamente, do século IX até a atualidade.
Na verdade, esta é a música erudita (do latim, eruditus, “educado” ou “instruído”), feita sob as normas centrais da tradição que foram codificadas entre 1550 e 1900. O termo “música clássica” só apareceu no início do século XIX, numa tentativa de se “canonizar” o período que vai de Bach até Beethoven como uma era de ouro. Hoje em dia, o termo “música clássica”, convencionalmente, é usado como sinônimo para música eudita, no sentido que alude à música escrita “modelar,” ou seja, “de mais alta qualidade”. Segundo muitos artigos e textos da área, o oposto de música clássica seria música popular.
Uma definição aceita para música popular é: qualquer gênero musical acessível ao público, em geral para entretenimento, e disseminado pelos meios de comunicação. Segundo também dizem os textos da área, é a música do povo, oposta à chamada “música clássica”.
O Rock
O Rock and Roll (também escrito rock ‘n’ roll) é exemplo de música dita popular. O gênero emergiu e se definiu no sul dos EUA durante a década de 50 e rapidamente se espalhou pelo resto do mundo. O estilo teve evoluções e hoje é definido simplesmente como “rock”. Atualmente, o termo “rock and roll” tem diversos significados, seja para definir o rock tradicional ao estilo dos anos 50, ou para definir o rock surgido posteriormente, e até mesmo certas vertentes da música pop. Os instrumentos mais comuns no rock and roll são a bateria, guitarra elétrica, o baixo e muitas vezes um piano ou teclado, embora no início, o principal instrumento tenha sido o saxofone, posteriormente substituído pela guitarra.
Clássicos
A música erudita é feita sob maior rigidez de composição e tem a histórica validação acadêmica, porém, o termo “clássico” não pode ser designado só à ela. Como não considerar clássico o estilo que é um dos mais difundidos mundialmente, e que vem se pertetuando pelas gerações? Por acaso não seriam as produções de Elvis Presley, Beatles, Eric Clapton e Rolling Stones bons exemplares de música clássica? Apesar de estarem em um campo de produção diferente, o rock e o erudito são dois estilos apreciados pelo mundo e não podem ser por inteiro separado
s. Ambos têm seus méritos e continuam atraindo milhares. A música erudita já inspirou muitas composições do rock ‘n’ roll e, por outro lado, orquestras sinfônicas já encantaram tocando músicas de rock.
O rock e o erudito são clássicos e não raro podem até se fundir em composições ou encontros, por que não dizer, clássicos.
*Créditos das fotos que ilustram a matéria: Dudu Leal.
1 comment 24 Junho, 2008
O mercado está aberto (e exigente)
“O mercado da comunicação está competitivo e não saturado”, estas palavras compuseram a fala inicial da jornalista Ana Cássia Henrich em uma das atividades do segundo dia da Semana da Comunicação da Unisinos. Entre os outros eventos da noite de terça-feira, 03, ocorreu no estúdio de gravação de TV dos estudantes, a Oficina de Mídia Training, ministrada por Ana Cássia, com importantes inserções de sua sócia, a também jornalista Cátia Bandeira. A promoção foi do Diretório Acadêmico Tupac Amaru.
No início, a jornalista, com mais de 25 anos de experiência, falou de sua crença em um mercado crescente nesta área. “Os alunos de hoje tem, na verdade, uma gama maior de possibilidades. Existe mercado, mas ele está competitivo e quer profissionais engajados em fazer o melhor”, explicou. “O discurso de mercado saturado está velho”, ainda completou.
Cerca de 30 estudantes estiveram presentes, a maior parte era dos cursos de Relações Públicas e Jornalismo. Ana Cássia explicou que os comunicadores que se formam hoje precisam “ser completos”. O profissional não deve encarar o seu campo de trabalho como uma esfera fechada: ou é só jornalista, ou é só RP, ou é só PP.
“Os cursos deveriam formar comunicadores globais e não profissões separadas, porque é isso que o mercado vai exigir”, refletiu.
Durante a oficina, os futuros comunicadores receberam conselhos. Segundo a palestrante, o comportamento e a postura ética do profissional são essenciais para a construção da carreira. Ela abordou mais especificamente o tema de mídia training (ou treinamento de mídia), que é um dos trabalhos que executa hoje, junto à sócia, Cátia, na empresa BH Assessoria em Comunicação. Foram passadas dicas de etiqueta, protocolo, elegância, manejo do microfone e do gravador, presença em reuniões-almoço e coletivas, relacionamento com o entrevistado, cliente e patrocinador.
Além da passagem de conhecimento, a oficina contou com exemplos mais práticos, onde o público pôde interagir com a jornalista. Situações de posicionamento frente às câmeras de TV e de comportamento em refeições fizeram parte dos apontamentos demonstradas pela comunicadora. Ana Cássia e Cátia salientaram que os conhecimentos de mídia e a prática da etiqueta profissional são importantes para a manutenção da boa imagem do funcionário e da empresa. Além disso, as jornalistas disseram que o comunicador é alguém que deve estar sempre aberto ao novo e respeitar as diversidades.
Add comment 10 Junho, 2008



